quinta-feira, 23 de julho de 2020

Emprego e desemprego

Ao longo de sua história, o desenvolvimento do capitalismo trouxe para a esfera da produção industrial uma importante mudança de paradigmas que foi, essencialmente, a grande responsável por causar um impacto social capaz de reorganizar as estruturas da sociedade: a mão-de-obra empregada na economia da maior parte dos países europeus, até então, era sustentada pelo sistema de escravidão (ou seja: as colônias europeias presentes na África, na América e na Ásia supriam tanto a demanda por matéria-prima quanto por mão-de-obra desses países).

Com o advento do sistema comercial capitalista que desembocou, com o passar do tempo, na chamada Revolução Industrial, a necessidade de uma mão-de-obra que fosse, ao mesmo tempo, responsável pela produção e pelo consumo de todos esses produtos que começava a ser produzidos em escalas industriais tornou-se essencial para sustentar esse modo de produção.

Emprego e desemprego

Ao mesmo tempo em que, como enunciava o pensador alemão Karl Marx em sua grande obra icônica, “O Capital”, a exploração desse índice chamado de “mais valia” é a responsável por criar a riqueza do capitalista, a necessidade do trabalho para quem depende dele é uma verdade incontestável. Nesse sentido, a relação existente entre o capitalista, isto é, o proprietário dos meios de produção, e o operário, ou seja, aquele que opera tais meios de produção e emprega sua força de trabalho nesse processo, é uma relação bastante promíscua e contraditória. Um não existe sem o outro, um depende do outro, mas certamente um deles é explorado enquanto o outro é o responsável por instituir essa exploração. Nesse sentido, podemos depreender ainda uma outra perspectiva de análise: o capitalista é responsável por fornecer o emprego, ou seja, é ele quem media a relação de oferta desse emprego, que oferece ao trabalhador a possibilidade que ele coloque à venda a sua energia vital, a sua capacidade de trabalhar, de operar as máquinas que não são suas. Guardemos essa informação, pois vamos voltar à ela mais adiante.

Emprego e desemprego: relações modulares de afetação

Para a Geografia econômica, o conceito de emprego está intimamente associado ao desempenho de uma função trabalhista que, em seu bojo, está atrelado a uma condição referente ao modo como as pessoas que trabalham desempenham essa função, isto é, se o trabalho é feito em caráter temporário ou permanente. Também é levado em consideração o envolvimento dessas pessoas em questão com qualquer tipo de atividade econômica. Isso quer dizer que, no atual modelo de desenvolvimento da economia informal, principalmente no contexto geopolítico pós-ascensão do neoliberalismo, a existência de um emprego não precisa estar mais necessariamente atrelada à ideia de que existe também alguém que empregue. Um camelô, por exemplo, tem um emprego, ao passo em que ele mesmo é o seu próprio patrão.

No caso de seu complementar dialético, o desemprego, a situação já muda de figura quando levamos em consideração o que a Geografia econômica nos tem a dizer a seu respeito. Isso porque o desemprego é um fenômeno que tem em sua essência uma causa. Isto é: se o emprego acontece e se dá mediante uma prática (o trabalhador trabalha, e desempenha sua função), o desemprego, pelo contrário, quando acontece é devido a uma situação específica, uma conjuntura, uma escolha econômica, etc… Daí os seus diferentes tipos de classificação, que mudam diante dos seus aspectos principais.

Os tipos de desemprego

O chamado “Desemprego estrutural” é um tipo de desemprego bastante característico dos países subdesenvolvidos, também conhecidos como “países de capitalismo pouco desenvolvido”. Esse tipo está especificamente ligado à algumas particularidades bastante presentes na intrínsecas na economia desses países, como o fato de que existe um excesso de mão-de-obra empregada substancialmente em atividades agrárias e pecuárias, ou simplesmente atividades que estão ligadas a esse setor em sua essência. Além disso, falta de equipamentos de base, possíveis fomentadores de um desenvolvimento industrial mais acentuado, incide em uma necessária queda nos empregos.

Já o chamado “Desemprego conjuntural” ou “desemprego cíclico” é, como o próprio nome diz, decorrente de uma determinada conjuntura que impacta sobre aquela situação. É um tipo de desemprego característico de momentos de queda econômica, de crise empresarial, depressão, enfim, quando há também algum tipo de retração dos créditos fornecidos pelos bancos e que sempre acabam por impactar significativamente a economia. Nesse sentido, quando esse tipo de situação acontece, ocorre também uma queda significante no consumo, desestimulando de maneira significativa o poder de compra da população de um modo geral.

O “Desemprego tecnológico”, por sua vez, é típico dos chamados “países desenvolvidos” ou, também conhecidos como “países de capitalismo avançado”. Como o próprio nome já nos diz, ele resulta da substituição do trabalho humano pela maquinaria produtiva. Esse tipo de desemprego incide necessariamente sobre uma maior procura de trabalhadores especializados, que estejam habilitados a operar máquinas e equipamentos desenvolvidos, e, na medida em que isso acontece, ocorre um queda vertiginosa dos trabalhados considerados mais “braçais”.

Organização do Trabalho

O termo organização deriva do termo “organizar”, que significa arrumar ou pôr em ordem algo de modo que ele funcione.

organização do trabalho visa alcançar dois objetivos: a qualidade e a administração do tempo. Esses objetivos são traçados devido a muitas empresas terem de realizar um mesmo trabalho mais de uma vez e de produzir a altos custos, fatos que ocorrem pela falta de organização do trabalho dos seus funcionários.

Para ter essa organização, é necessário que o profissional possua tática ao invés de estratégia; que saiba empregar meios e/ou recursos para obter o resultado desejado ao invés de usar esperteza para obtê-lo. Isso porque, apesar de a estratégia ser importante para alcançar uma meta, a tática possibilita a execução de procedimentos. Ou seja, a estratégia dá a direção, mas a tática permite a ação.

organização do trabalho, portanto, busca a utilização correta de um cronograma, treinar os colaboradores de forma adequada e realizar uma série de procedimentos; características que, somadas, constituem uma união estável entre a função e o profissional que a realiza.

* Vantagens da organização do trabalho:

Atualmente o mercado é muito disputado por profissionais altamente qualificados e existe uma grande necessidade de que esses profissionais produzam os resultados que a empresa espera obter, como por exemplo, lucro e competitividade. Entretanto, existem inúmeros profissionais que exercem funções que nada têm a ver com suas aptidões e ações mais habilidosas. Dessa forma, quando um profissional possui organização do trabalho em seu currículo (não necessariamente no sentido literal), ele pode conquistar grandes cargos dentro de uma corporação.

Parece fácil, mas a organização do trabalho funciona como o corpo humano, pois necessita da união e bom desempenho de todos os órgãos. É a essa união que damos o nome de organização do trabalho, onde cada colaborador funciona em acordo com os outros, estabelecendo um grupo que é organizado e que possui objetivos em comum.

* Resultados da organização do trabalho:

Dificilmente as metas propostas em um trabalho não serão alcançadas quando existe organização. Por isso, ser organizado no trabalho leva um profissional à beira da perfeição, originando confiança por parte de todo o pessoal de uma corporação.

Quando um profissional não é organizado em seu trabalho, as metas da empresa permanecem longe de serem alcançadas e vários outros problemas são acarretados, e resultados desse tipo aterrorizam as corporações. Quando uma pessoa dentro de uma corporação contribui com a organização em seu trabalho, ela ganha respeito pelo trabalho que exerce, pois os objetivos da empresa são alcançados.

Somados a esses resultados, a organização do trabalho garante o sucesso de um profissional e de qualquer coisa que ele almeja fazer. Sendo assim, quem possui organização no trabalho está sempre satisfeito com os resultados do seu trabalho e da renda que gera.

* Gestão do conhecimento:

organização do trabalho utilizada nas corporações foi inicialmente chamada como gestão do conhecimento, quando surgiu no fim do século XX. A organização do trabalho envolve a forma como se organiza e gerencia um trabalho, desde a formulação deste como um projeto, até a criação dos atributos estratégicos da corporação, objetivando continuamente a segurança do colaborador e a eliminação de aspectos que atrapalham a produção.

Na época da Revolução Industrial existiu uma progressiva troca de trabalhadores (mão de obra humana) por tecnologias mecânicas, mas, simultaneamente à nossa impressão de que esse fato era negativo devido os desempregos gerados, isso fez com que esses trabalhadores braçais buscassem capacitação e cargos elevados. A partir disso, surgiu um novo tipo de trabalhador, que é mais competente por acrescentar diversas habilidades à sua função.

Após a revolução, a economia passou a possuir aspectos bastante característicos: o conhecimento passou a ser o principal objetivo, e não se podia eliminá-lo, pois teve início dentro de cada operário. Os resultados do conhecimento são diferentes de quaisquer coisas materiais, pois ao invés de diminuir com a frequência do seu uso, aumentam, apesar de uma parcela dele ser ocasionalmente “perdida”. O conhecimento, se bem administrado gera mais conhecimento, pois quando é partilhado, se multiplica, e conservar-se na mente de quem o partilha. Como consequência das tecnologias, também no período pós-revolução, o tempo “encolheu” e permitiu a comunicação de pessoas de diversas localidades sem a necessidade do deslocamento físico de uma área para outra.

As transformações dessa época modificaram o sistema de produção, já que também modificaram os alicerces para uma produção eficiente, os fatores exigidos em uma mão de obra, a competitividade e as estratégias organizacionais.

* Como executar a organização do trabalho que faço?

Se você deseja ser um profissional de sucesso sendo organizado naquilo que você faz, seguem algumas dicas:

1)      Descreva o que fundamenta uma boa organização: uma boa organização é feita através de três passos: a antecipação, o planejamento e o controle.

2)      Identifique coisas que tiram sua atenção, desviam o foco e perturbam a organização do seu trabalho: busque soluções para reduzir os efeitos desses problemas e para otimizar o tempo em que você conclui suas tarefas.

3)      Analise como você administra seu tempo: observe suas atividades e verifique se você não passa muito tempo fazendo coisas alheias ao trabalho; busque soluções para finalizar suas atividades no fim do dia sem que acumule serviço para o dia posterior.

4)      Utilize ferramentas para se organizar: elabore uma agenda (cronograma) de trabalho, assim você poderá se programar para atividades futuras e concluir suas tarefas dentro do prazo.

5)      Organize-se quando houver trabalhos em equipe: procure aperfeiçoar seus conhecimentos em informática, determine prioridades e as acompanhe ao longo de sua execução, converse com seu grupo e fixe regras que beneficiem a todos, e comunique-se com sua equipe de forma afirmativa.

6)      Aplique as leis da gestão do tempo: 1)No seu trabalho, se você se esforçar pelo menos 20%, terá resultado de pelo menos 80%; 2)Evite interromper seu trabalho, isso diminui a eficácia dos resultados e você demorará mais para terminá-lo; 3)Planeje seu tempo, pois o tempo que você investe em uma tarefa depende do tempo que você tem disponível e não do que tempo necessário para realizá-la; 4)Saiba usar o tempo disponível, pois às vezes, investir tempo demais em uma tarefa acaba diminuindo sua produtividade; 5)Evite fazer mil coisas de uma vez, separe um tempo para realizar cada tarefa com eficácia; 6)Conheça o ritmo do seu corpo, pois assim você respeitará seus limites; 7)Evite perder a noção do tempo quando o seu trabalho se tornar muito interessante e prazeroso.

7)      Cumpra suas tarefas dentro do prazo e assim você não precisará realizá-las com pressa e urgência.

8)      Compare a qualidade do seu trabalho com o de outras pessoas, assim você poderá indagar causas e solucionar os problemas.

9)      Encontre obstáculos que impedem a organização das suas tarefas; busque soluções.

10)   Comunique-se bem e saiba negar/recursar algo quando for preciso.

organização do trabalho não é tão simples quanto parece, pois existe uma complexidade devido à variedade de cargos/funções, aspectos que cada profissional possui e ao número de partes (pessoas) envolvidas. Conhecendo esses fatores e visto que há uma grande competição dentro do mercado de trabalho na atualidade, os sistemas de informação unidos à gestão do conhecimento tornam-se ferramentas imprescindíveis para promover pensamentos de modo integrado e trabalhos organizados.

As relações de trabalho e a sociedade

As relações de trabalho estão ligadas às nossas relações sociais e à nossa realidade material.

trabalho é a atividade por meio da qual o ser humano produz sua própria existência. Essa afirmação condiz com a definição dada por Karl Marx quanto ao que seria o trabalho. A ideia não é que o ser humano exista em função do trabalho, mas é por meio dele que produz os meios para manter-se vivo. Dito isso, o impacto do trabalho e do seu contexto exercem grande influência na construção do sujeito. Assim, existem áreas do conhecimento dedicadas apenas a estudar as diferentes formas em que se constituem as relações de trabalho e seus desdobramentos na vida de cada um de nós.

Não seria difícil, então, de se imaginar que, quando as relações de trabalho alteram-se no fluxo de nossa história, as nossas estruturas sociais também são alteradas, principalmente a forma como se estruturavam nossas relações, posições na hierarquia social, formas de segregação e, em grande parte, aspectos culturais erguidos em torno das relações de trabalho.

O trabalho no decorrer da história

Tomemos como exemplo o rápido processo de mudança que atingiu os países europeus no início do século XVIII, o qual hoje chamamos de Primeira Revolução Industrial. As relações de trabalho, anteriormente, eram fortemente agrárias, constituídas dentro do âmbito familiar. O ofício dos pais era geralmente passado aos filhos, o que garantia a construção de uma forte identidade ligada ao labor a que o sujeito se dedicava. O indivíduo estava ligado à terra, de onde tirava seu sustento e o de sua família. A economia baseava-se na troca de serviços ou de produtos concretos, e não no valor fictício agregado a uma moeda. Da mesma forma, o trabalho também estava agregado à obtenção direta de bens de consumo, e não a um valor variável de um salário pago com uma moeda de valor igualmente variável. A estrutura social era rígida, com pouca ou nenhuma mobilidade para os sujeitos, ou seja, um camponês nascia e morria camponês da mesma forma que um nobre nascia e morria nobre.

As mudanças trazidas pelo surgimento da indústria alteraram profundamente o sentido estabelecido para o trabalho e para a relação do sujeito com ele. A impessoalidade nas linhas de montagem que a adoção do Fordismo trouxe, em que milhares de pessoas amontoavam-se diante de uma atividade repetitiva em uma linha de montagem, sem muitas vezes nem ver o resultado final de seu esforço, passou a ser a principal característica do trabalho industrial.

O trabalho presente e futuro

As transformações de nossas relações de trabalho não pararam na Revolução Industrial, pois ainda hoje o caráter de nossas atividades modifica-se. Contudo, as forças que motivam essas mudanças são outras. A globalização é um dos fenômenos mais significativos da história humana e, da mesma forma que modificou nossas relações sociais mais íntimas, modificou também nossas relações de trabalho. A possibilidade de estarmos interconectados a todo momento encurtou distâncias e alongou nosso período de trabalho. O trabalho formal remunerado, que antes estava recluso entre as paredes das fábricas e escritórios, hoje nos persegue até em casa e demanda parte de nosso tempo livre, haja vista a crescente competitividade inerente ao mercado de trabalho.

A grande flexibilidade e a exigência por uma mão de obra cada vez mais especializada fazem com que o trabalhador dedique cada vez mais tempo de sua vida para o aperfeiçoamento profissional. Essa é uma das origens das grandes desigualdades sociais da sociedade contemporânea, uma vez que apenas aqueles que dispõem de tempo e dinheiro para dedicar-se ao processo de formação profissional, caro e exigente, conseguem subir na hierarquia social e econômica.

A introdução da automação na produção de bens de consumo tornou, em grande parte, a mão de obra humana obsoleta, aumentando o tamanho do exército de trabalhadores e diminuindo o valor da força de trabalho nos países que dispõem de grande população, mas com baixa especialização. Como resultado, a situação do trabalho só piora, pois se preocupar com o bem-estar do empregado é algo caro e, na concepção que prioriza o lucro monetário, não é um investimento que garanta renda imediata.


Por Lucas Oliveira
Graduado em Sociologia

Regionalização - O que é, conceito e classificação

Regionalização - O que é, conceito e classificação

Entenda o que é regionalização e como a formação de regiões pode ajudar na compreensão do espaço geográfico e do mundo em que vivemos.

A Regionalização está relaciona a divisão geográfica de pessoas de acordo com suas características. Os critérios envolvidos na separação são, basicamente, as semelhanças ou diferenças entre cada população. Essa reorganização regional é atribuída não só a um estado, ou país, mas também ao mundo.

Sobretudo fatores externos ditam as divisões. O clima, o relevo, o meio ambiente e até mesmo a vegetação são fatores que influencia no agrupamento. Além das ações anteriores, fatores históricos e econômicos também são levados em consideração.

Conceito

O conceito de regionalizar é, antes de tudo, o inicio para compreender o porque ocorre o fenômeno. Região é a divisão de territórios próximos que são demarcados em relação a outros lugares. Os critérios envolvidos na decisão das limitações territoriais podem ser internas e externas.

Essas característica específicas podem estar atreladas a, por exemplo, a descentralização do poder. Esse modelo é o que mais ocorre no Brasil. O caso mais recente é Tocantins, que antes integrava Goiás. Devido sua extensão e as dificuldade administrativas, resolveram dividir e criar mais um Estado.

As transformações do espaço geográfico são constantes. Consequentemente, não podemos subestimar essa questão tão importante.

Regionalização no Brasil

Regionalização - O que é, conceito e classificação

No Brasil, temos uma extensão territorial muito grande, pois são 8.516.000 km² de terras. Em um espaço tão vasto, a divisão em regiões se faz, portanto, absolutamente necessária para melhor a administração da população. Tendo em vista a necessidade, somos mapeados da seguinte maneira:

Norte, onde está localizada os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. As características específicas se concentram nas definições étnicas e a predominância são mestiços de brancos e indígenas, indígenas com negros e cafuzos.

nordeste, por sua vez, abrange os Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Esses, de acordo com o norte, tem características étnicas semelhantes, porém sua população é muito mais numerosa.

sudeste é uma região com mais Estados litorâneos, portanto, tem a concentração populacional do Brasil em primeiro lugar no ranking. São cerca de 40% do total de pessoas habitantes do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A miscigenação aqui é muito mais intensa, devido os processos migratórios

O coração do país, o Centro-Oeste, abriga as regiões do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e a capital do Brasil, o Distrito Federal. A influências migratórias aqui são bem intensas, porque a construção de Brasília atraiu muitos olhares na época de sua fundação. Durante a projeção da cidade várias pessoas de várias regiões viera para cá.

sul, por fim, abriga regiões normalmente geladas, os Estados são Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As pessoas aqui são, em peso, descendentes de europeus, portanto, sua população é majoritariamente branca.

A regionalização do mundo

Regionalização - O que é e conceito

No mundo, essa divisão é feita através de continentes. Há 540 milhões de anos atrás não existia essa divisão, eramos, portanto, um grande bloco de terra chamado de pangeia. Naturalmente, por questões externas, as mudanças ocorreram e deu-se origem a regionalização.

Os processos migratórios também ocorreram em paralelo as divisões dos continentes. Hoje, somos 7 grandes continentes com características peculiares que envolvem línguas falas, dialetos, vegetação, climas diferentes, etnias e culturas variadas.

Cada local tem seu processos histórico de divisão que também acarretam as suas subdivisões em regiões como países e cidades. Assim como o Brasil, porque fazemos parte do continente Americano e estamos localizados na America do sul.

Fonte: Estudo prático,  Mundo educaçãoGeografia no VestibularUniversiaEscola kids 

Fonte imagens: Cidinha coineteBrasil escola

Imagem de destaque: Mundo educação

O que é Capitalismo?

O que é Capitalismo?

O capitalismo é um sistema econômico que visa ao máximo lucro e ao predomínio da propriedade privada.

Capitalismo é um sistema em que predomina a propriedade privada e a busca constante pelo lucro e pela acumulação de capital, que se manifesta na forma de bens e dinheiro. Apesar de ser considerado um sistema econômico, o capitalismo estende-se aos campos políticos, sociais, culturais, éticos e muitos outros, compondo quase que a totalidade do espaço geográfico.

A base para formação, consolidação e continuidade do sistema capitalista é a divisão da sociedade em classes. De um lado, encontram-se aqueles que são os proprietários dos meios de produção, a burguesia; de outro, encontram-se aqueles que vivem de sua força de trabalho, através do recebimento de salários: os proletários. No caso do meio agrário, essa relação também se faz presente, pois os donos das terras, geralmente latifundiários, ganham lucros sobre os trabalhos dos camponeses.

Com a era da Globalização, o sistema capitalista tornou-se predominante em praticamente todo o mundo. Porém, as suas fases e etapas de desenvolvimento não ocorrem de forma igualitária na totalidade do espaço mundial, isso porque a sua lógica de produção e reprodução é puramente desigual. Assim, algumas nações apresentam estágios mais avançados de capitalismo e outras apresentam os seus aspectos ainda iniciais. Para conhecer essas fases e aspectos, torna-se importante conhecer o surgimento e a história do capitalismo.

Surgimento e desenvolvimento do sistema capitalista

O processo de surgimento do capitalismo foi lento e gradual, iniciando-se na chamada Baixa Idade Média (do século XIII ao XV), com a formação de pequenas cidades comerciais, denominadas burgos. Essas cidades desafiavam a ordem então vigente na época, a do feudalismo, em que a Europa era repartida em vários feudos, cada um comandado exclusivamente pelo seu Senhor Feudal. A usura era condenada pela Igreja Católica, a instituição mais poderosa na Idade Média, o que dificultava, ainda mais, o nascimento do novo sistema que se encontrava em emergência.

Com o passar do tempo, o poder da classe que comercializava nos burgos, a burguesia, foi se expandido e o acúmulo de capital difundiu-se. Tal fator, associado ao crescimento dessas cidades e ao consequente processo de relativa urbanização da Europa, além de fatores históricos (como as Cruzadas), provocou uma gradativa derrocada do sistema feudal e o surgimento do capitalismo. O principal evento que marcou a formação desse novo modelo econômico de sociedade foi a realização das Grandes Navegações no final do século XV e início do século XVI.

Com a sua formação, o novo sistema passou por três principais fases de desenvolvimento, a saber: o capitalismo comercial, o industrial e o financeiro.

Capitalismo Comercial

Em seu período de surgimento e consolidação, o capitalismo ainda não conhecia a industrialização e, tampouco, a formação de grandes adensamentos urbanos. Sendo assim, a economia nesse período era essencialmente centrada nas trocas comerciais e a riqueza

das nações era medida pelo acúmulo de matérias-primas e especiarias ou a capacidade de se ter acesso a elas. Por isso, o período que vai do século XVI a meados do século XVIII é chamado de Capitalismo Comercial.

O modelo econômico praticado nesse período foi chamado de Mercantilismo e caracterizava-se pelo fortalecimento dos Estados Nacionais e sua forte intervenção na economia. Seu papel era assegurar a máxima acumulação de lucros por parte da burguesia e da aristocracia, bem como disputar os mercados internacionais e o melhor acesso a matérias-primas. As premissas básicas do mercantilismo eram: a) busca por matérias-primas a baixo custo; b) produção de mercadorias manufaturadas; c) metalismo (acúmulo máximo de metais preciosos) e d) a busca pela balança comercial sempre favorável, ou seja, exportar e vender mais do que importar e comprar.

Capitalismo Industrial

Os dois fatores históricos que ocasionaram a transição do capitalismo comercial para o capitalismo industrial foram a Revolução Industrial (1760-1820) e a Revolução Francesa (1789-1799). Tais acontecimentos permitiram a estabilização do poder nas mãos da burguesia, centrando a economia na principal atividade desenvolvida e administrada por essa classe: a industrialização.

Nesse período, a Europa, principalmente a Inglaterra, exerceu um grande poder sobre o mundo, sob a ótica do colonialismo e do imperialismo, ao importar as matérias-primas das periferias e colônias do planeta e, depois, exportar os seus produtos industrializados. Esse continente também passou por intensivos processos de industrialização, formando grandes cidades que, de início, não dispunham de grandes condições estruturais, apresentando uma grande quantidade de miseráveis e moradias precárias.

O crescimento da burguesia representou a máxima expressão das desigualdades socioeconômicas
O crescimento da burguesia representou a máxima expressão das desigualdades socioeconômicas

O modelo econômico predominante nesse período foi o liberalismo econômico, elaborado por Adam Smith e que preconizava a mínima intervenção do Estado nas práticas econômicas. Tal posição consolidou o máximo poder da burguesia, uma vez que seria ela – na figura do Mercado – quem controlaria o andamento da economia.

Capitalismo Financeiro ou Monopolista

A transição do capitalismo para a sua fase financeira ocorreu através do processo de investimento do capital bancário sobre o capital industrial. Tal fator propiciou o surgimento de grandes empresas, que passaram a se dividir em ações que eram negociadas como mercadorias, sendo mais valorizadas à medida que os lucros das empresas se ampliassem.

Com isso, a economia não estava mais centrada nas práticas industriais, mas nas práticas especulativas e financeiras. A busca pela acumulação de capital intensificou-se e alcançou patamares jamais vistos na história da humanidade.

Com a crise de 1929, o modelo econômico foi alterado e o sistema keynesiano passou a ser hegemônico. Esse sistema foi elaborado pelo economista inglês John Maynard Keynes, que preconizava o retorno ao chamado “Estado Forte”, isto é, com a sua máxima intervenção na economia. Esse modelo era também chamado de Welfare State (Estado do bem-estar social) e visava ao máximo consumo a fim de abastecer as indústrias e gerar mais empregos.

Nesse período também surgiram e se expandiram as Transnacionais, também chamadas de Multinacionais ou Empresas Globais, que rapidamente se instalaram em vários países, principalmente os subdesenvolvidos, em busca de matéria-prima, mão de obra barata e ampliação do mercado consumidor. Essas empresas, cada vez mais, dominam o mercado internacional, monopolizando-o.

A partir dos anos 1980, o keynesianismo entrou em derrocada em benefício do neoliberalismo, que retomava o ideal da mínima participação do Estado na Economia, que deveria apenas atuar para assegurar a reprodução do sistema e salvar o mercado de eventuais crises econômicas.

Atualmente, apesar de alguns livros e autores apontarem o surgimento de um capitalismo informacional, a maioria dos economistas defende que ainda nos encontramos na fase financeira do sistema capitalista. O chamado meio-técnico-científico-informacional é visto como um potente instrumento de mundialização do capitalismo e de sustentação de suas atuais características.


Por Me. Rodolfo Alves Pena


Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-capitalismo.htm

domingo, 19 de julho de 2020

O Mito Do Homem Cordial, de Sérgio Buarque de Holanda, ao brasileiro atual

Material sugerido para 2º Ano - Ensino Médio

Apartir da década de 1930, diversos intelectuais se debruçaram sobre uma tarefa até então bastante difícil: interpretar o Brasil. Quem é o brasileiro? O que é o Brasil? O que nos faz ser como somos? Essas eram perguntas que rondavam as mentes dos pensadores da época.

Na maior parte do século XIX, as explicações acerca da brasilidade estavam calcadas na questão racial; a noção de inferioridade do brasileiro perante a Europa imperava. O brasileiro, naquele contexto, era visto como exótico, posto que analisado à luz do Romantismo. A miscigenação era vista como um defeito do nosso povo.Tudo isso começa a ser questionado com Gilberto Freyre (Casa Grande & Senzala, 1933), Sérgio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil, 1936) e Caio Prado Júnior (Formação do Brasil Contemporâneo, 1942), os mais destacados entre os estudiosos que formaram parte do que hoje chamamos de “geração de 1930”.

Para entendermos o caldeirão fervilhante da época, precisamos lembrar, por exemplo, que um dos marcos desse movimento foi a Semana de Arte Moderna. Ela simboliza o início do Modernismo no pensamento e nas manifestações artísticas e intelectuais brasileiras — um período de preocupação social e política, com forte apelo regionalista.

Repensar o Brasil e criar novas interpretações foram as motivações de literatos e artistas daquela época, tais como os já citados sociólogos, o poeta Manuel Bandeira e a artista plástica Tarsila do Amaral.

Neste contexto, Sérgio Buarque de Holanda com seu lendário livro Raízes do Brasil (1936) passou a ser considerado um dos “inventores do Brasil”.

“O jovem leitor de hoje não poderá talvez compreender, sobretudo em face dos rumos tomados posteriormente por seu autor, a força revolucionária, o impacto libertador que teve este grande livro. Inclusive pelo volume de informação, resultante da técnica expositiva, a cujo bombardeio as noções iam brotando como numa improvisação de talento, que coordenava os dados conforme pontos de vista totalmente novos no Brasil de então”, escreveu Antonio Candido em 1967.

O Homem Cordial

Em Raízes do Brasil, Buarque de Holanda lançou um conceito que se tornaria central na história do pensamento sociológico brasileiro: o ‘Homem Cordial’ (cap. 5).

Em linhas gerais, o homem cordial seria o retrato mais fiel do brasileiro. Ele seria de origem patriarcal (o pai como detentor de direito de vida e morte sobre todos), de herança rural; um homem dominado pelo coração, ou seja, um homem muito afável por um lado, mas, por outro, também muito impulsivo e por vezes até violento. Nesta visão, a rapidez com que o brasileiro passaria do caráter amável para a hostilidade seria uma das fortes características do nosso povo.

Na interpretação de Antonio Candido, “o homem cordial não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva, inclusive suas manifestações externas, não necessariamente sinceras nem profundas, que se opõem aos ritualismos da polidez. O homem cordial é visceralmente inadequado às relações impessoais de decorrem da posição e da função do indivíduo, e não da sua marca pessoal e familiar, das afinidades nascidas na intimidade dos grupos primários”.

A não distinção entre o público e o privado também seria uma característica forte do Homem Cordial. As relações — de sociabilidade apenas aparente —, sejam elas de vizinhança ou de trabalho, não considerariam fronteiras entre o seio familiar e a rua.

A exaltação dos valores cordiais e das formas concretas e sensíveis da religião, que no catolicismo tridentino parecem representar uma exigência do esforço de reconquista espiritual e da propaganda da fé perante a ofensiva da reforma, encontraram entre nós um terreno de eleição e acomodaram-se bem a outros aspectos típicos de nosso comportamento social. Em particular nossa aversão ao ritualismo é explicável, até certo ponto, nesta “terra remissa e algo melancólica”, de que falavam os primeiros observadores europeus (Buarque de Holanda, 1936; pág. 182).

Ao publicar a obra, Sérgio Buarque de Holanda pensava o passado brasileiro, a então contemporaneidade e também tinha a ambição de projetar o futuro. Ele acreditava que com o processo de urbanização, o Homem Cordial estaria fadado a desaparecer. A radicalização da democracia e a inclusão social deveriam, de acordo com o pensador, ser os grandes pilares para o futuro da nação.

Não é exagero dizer, portanto, que o desaparecimento do Homem Cordial era um dos desejos de Sérgio Buarque de Holanda. Somente com isso, o país passaria do domínio do coração para a razão, lançando as bases para o desenvolvimento.

Jessé Souza e suas críticas ao ‘homem cordial’ de Sérgio Buarque de Holanda

Como todo pensador de profundidade e grande destaque, Sérgio Buarque de Holanda não é unanimidade entre os sociólogos — sobretudo os mais contemporâneos, que analisam e criticam a sociedade atual e as interpretações do passado que ainda moldam a narrativa social.

Um de seus maiores críticos atuais é Jessé Souza, que em diversos livros, com especial destaque para A Tolice da Inteligência Brasileira (2015), o acusa de ter mistificado a forma com que o brasileiro se vê e se projeta para o mundo.

Mais do que isso. Para Souza, a obra de Buarque de Holanda serve como uma ideia-força a ser usada pela elite econômica atual para legitimar desigualdades, uma vez que a emotividade do brasileiro o faz dividir o mundo entre amigos, os que merecem todos os favores, e inimigos, os que só merecem a letra dura da Lei. Também a relação do indivíduo com o Estado, visto como portador de todos as degenerações sociais, para Souza é deturpada a partir do pensamento de Buarque de Holanda.

Qual é a ideia-força que domina a vida política brasileira contemporânea? Minha tese é a de que essa ideia-força é uma espécie muito peculiar de percepção da relação entre mercado, estado e sociedade, onde o Estado é visto, a priori, como incompetente e inconfiável e o mercado como local da racionalidade e da virtude. O grande sistematizador dessa ideia foi precisamente Sérigo Buarque de Holanda. Buarque toma de Gilberto Freyre a ideia de que o Brasil produziu uma “civilização singular” e “inverte” o diagnóstico positivo de Freyre, defendendo que essa “civilização” e seu “tipo humano”, o “homem cordial”, são, na verdade, ao contrário de nossa maior virtude, nosso maior problema social e político (Souza, 2015, pág. 32).

Jessé Souza questiona a falta de crítica da academia e até dos partidos políticos, da esquerda à direita, diante das ideias de Sérgio Buarque de Holanda. Para ele, o pensador é tido como uma “vaca sagrada”, sobre a qual não se deve tecer questionamentos.

Reconhece, ainda que com muitas ressalvas, no entanto, que tanto Buarque de Holanda como seu predecessor, Gilberto Freyre, ajudaram a criar um “mito nacional”.

Esse “mito nacional” possibilita que o brasileiro, ainda que ambiguamente, se orgulhe do Brasil, o que antes era impossível. Seu objetivo é, portanto, “pragmático”: a produção da solidariedade nacional (Souza, 2015, págs. 42–43).

O problema, segundo Souza, estaria no fato de Buarque de Holanda e Freyre não terem concentrado suas análises dos padrões culturais nacionais na questão da escravidão. Tanto Raízes do Brasil quanto Casa Grande & Senzala teriam atenuado o tema da escravidão (abolida em 1888). E “coube a Sérgio Buarque sistematizar todo o estoque de ideias e de representações que daria substância e poder de convencimento ao culturalismo liberal e conservador no Brasil” (Souza, 2015; pág. 43).

Cícero Nogueira


 


Sociologia no Brasil

Texto Sugerido para 2º Ano-Ensino Médio

A Sociologia sempre teve como um dos objetos de estudos o conflito entre as classes sociais. Na América Latina, por exemplo, a Sociologia do início do século XX sofreu intensas influências das teorias marxistas, na medida em que suas preocupações passaram a ser o subdesenvolvimento dos países latinos.

No Brasil, nas décadas de 1920 e 1930, estudiosos se debruçaram em busca do entendimento da formação da sociedade brasileira, analisando temas como abolição da escravatura, êxodos e estudos sobre índios e negros. Dentre os autores mais significativos, temos: Sérgio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil-1936), Gilberto Freyre (Casa Grande & Senzala-1933) e Caio Prado Júnior (Formação do Brasil Contemporâneo-1942)

Nas décadas seguintes, a Sociologia praticada no Brasil voltou-se aos estudos de temas relacionados às classes trabalhadoras, tais como salários e jornadas de trabalho, e também comunidades rurais. Na década de 1960 a Sociologia passou a se preocupar com o processo da industrialização do país, nas questões de reforma agrária e movimentos sociais na cidade e no campo; a partir de 1964 o trabalho dos sociólogos se voltou para os problemas socioeconômicos e políticos brasileiros, originados pela tensão de se viver num regime militar (ou ditadura militar, que no Brasil foi de 1964 a 1985), nesse período a Sociologia foi banida do ensino secundarista.

Na década de 1980 a Sociologia finalmente voltou a ser disciplina no ensino médio, sendo facultativa sua presença na grade curricular. Também ocorreu nesse período a profissionalização da Sociologia no Brasil. Além da preocupação com a economia, política e mudanças sociais apropriadas com a instalação da nova república (1985), os sociólogos diversificarsm os horizontes e ampliaram seus leques de estudos, voltaram-se para o estudo da mulher, do trabalhador rural e outros assuntos culminantes.

Em 2009, a Sociologia tornou-se disciplina obrigatória na grade curricular dos alunos do ensino médio no Brasil. A oportunidade da aproximação do aluno com a Sociologia, como um campo do saber, tem por objetivo a desnaturalização das concepções ou explicações dos fenômenos sociais. Em outras palavras e sem perder de vista a importância da História, é considerar que as coisas nem sempre foram do jeito que são. É perceber que há mudanças profundas ao longo da história, fruto de decisões de homens.

O sociólogo pode atuar nas áreas de ensino, pesquisa e planejamento, além de dar consultoria e assessoria a ONGs, empresas privadas e públicas, partidos políticos e associações profissionais, entre outras entidades.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP


OS GRUPOS SOCIAIS

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